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Um advento de justiça com alegria O tempo do Advento é marcado pela dinâmica da espera e do acolhimento. A grande e inquietante notícia é que, numa noite, numa estrebaria, nasceu alguém no qual Deus se revelou de forma humana e, ao se dizer de forma humana, manifestou o quanto significamos para ele. Neste tempo propício, devemos ficar vigilantes e alertas, de forma a poder captar a riqueza dos sinais que testemunham a transparência de Deus em nossa história. Ser capaz de acolher esse dom é trabalhar para que ele se torne vida em cada um de nós e para que sejamos capazes de partilhá-lo com os demais. Neste novo milênio, o advento ganha um significado ainda mais denso. O nosso velho século não acabou bem: o projeto de afirmação da vida vem sendo quotidianamente negado pelo espetáculo brutal da violência, das intolerâncias, da pobreza crescente, dos conflitos, da arrogância e ganância do poder americano em conquistar o mundo todo, matando e dizimando a terra com a destruição da natureza através de seus ataques e bombas mortais e do individualismo a todo custo. As bolsas de valores, que investiram pesado no lucro com papéis em detrimento da pessoa humana. O desespero de que a crise destrua o poder dos ricos, quando na verdade, os pobres já foram destruídos há muito tempo. Quantas vidas não poderiam ser salvas com o dinheiro para o socorro dos grandes bancos? Quanta preocupação em não poder comprar os valiosos carros, iates e aviões por uma pequena parcela, enquanto muitos, no mundo inteiro morrem de fome e sede? Tudo isso constitui uma denúncia viva de que não estamos conseguindo levar com dignidade a condição de “imagem e semelhança” do nosso Criador e deixando de corresponder ao seu projeto de paz. Em um nível mais “caseiro”, conquistamos algumas novas esperanças: Nosso Pólo Cultural, Educacional e Religioso D. Luciano Mendes de Almeida vai se tornando realidade, a OASPA, adormecida durante alguns anos é revitalizada e deve gerir nossos convênios futuros, nossa Alfabetização de Jovens e Adultos completa mais um ano, nossas pastorais se desenvolvem rompendo fronteiras, nos abrimos cada vez mais aos empobrecidos e escolhidos por Jesus, nos fortalecemos em nossa fé, apesar de algumas pequenas intrigas e covardias. Estamos fazendo a nossa parte. Enfim, visualizamos algo novo, e esse novo queremos também celebrar neste advento de Natal. Somos, portanto, chamados a fortalecer a esperança e assumir uma nova atitude face à história: difundir um alento vital, romper a inércia e levantar o que está para morrer. O desafio da construção de uma nova utopia, de uma cultura de vida torna-se hoje imperativo diante da “barbárie” da cultura de morte, transformada em espetáculo rotineiro. Nossa grande missão consiste em oxigenar uma humanidade que corre o risco de morrer de apatia e indiferença. Para isso é essencial uma compaixão radical”, sair de nosso próprio circuito e navegar na galáxia do outro, sempre animados por uma ternura criatural: com o nosso planeta, com os outros- em particular, com os mais pobres e excluídos- e com nós mesmos. Para ser efetiva esta travessia, devemos igualmente nos abrir para as grandes interrogações do nosso espírito, cultivando e amando o espaço dialogal com Deus, nosso Pai. Bom Tempo de Advento para um Natal de fato.
Aos meus irmãos e irmãs anônimos e pseudônimos Após muita celeuma, discussões, acusações, ofensas, falta de caridade e principalmente, um péssimo testemunho do que somos e quem somos, resolvi responder àqueles que me cobram respostas, esperando que, ao menos, encerremos esse episódio feio e nos voltemos ao verdadeiro testemunho do Cristo Ressuscitado. Para isso, gostaria de transcrever na íntegra um trecho da carta do Apóstolo Paulo aos Gálatas, mas com endereço aos que o perseguiam e proclamavam serem os verdadeiros mensageiros de Deus, atacando o Apóstolo e todo o seu fecundo trabalho. Carta aos Gálatas 1,1;3,5: Estou admirado de vocês estarem abandonando tão depressa aquele que os chamou por meio da graça de Cristo, para aceitarem outro evangelho. Na realidade, porém, não existe outro evangelho. Há somente pessoas que estão semeando confusão entre vocês, e querem deturpar o Evangelho de Cristo. Maldito aquele que anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que anunciamos, ainda que sejamos nós mesmos ou algum anjo do céu. Já dissemos antes e agora repetimos: Maldito seja quem anunciar um evangelho diferente daquele que vocês receberam. Por acaso é aprovação dos homens que estou procurando, ou é aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se estivesse procurando agradar aos homens, eu já não seria servo de Cristo. Irmãos, eu declaro a vocês: o Evangelho por mim anunciado não é invenção humana. E, além disso, não o recebi nem aprendi através de um homem, mas por revelação de Jesus Cristo. Certamente vocês ouviram falar do que eu fazia quando estava no judaísmo. Sabem como eu perseguia com violência a Igreja de Deus e fazia tudo para arrasá-la. Eu superava no judaísmo a maior parte dos compatriotas da minha idade, e procurava seguir com todo o zelo as tradições dos meus antepassados. Deus, porém, me escolheu antes de eu nascer e me chamou por sua graça. Quando ele resolveu revelar em mim seu Filho, para que eu o anunciasse entre os pagãos, não consultei a ninguém, nem subi a Jerusalém para me encontrar com aqueles que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, fui para a Arábia, e depois voltei para Damasco. Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Pedro, e fiquei com ele quinze dias. Entretanto, não vi nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. Deus é testemunha: o que estou escrevendo a vocês não é mentira. Depois fui para as regiões da Síria e da Cilícia, de modo que as igrejas de Cristo na Judéia não me conheciam pessoalmente. Elas apenas ouviam dizer: “Aquele que nos perseguia, agora está anunciando a fé que antes procurava destruir”. E louvavam a Deus por minha causa. Catorze anos depois, voltei a Jerusalém com Barnabé e levei também Tito comigo. Fui lá seguindo uma revelação. Expus a eles o Evangelho que anuncio aos pagãos, mas o expus reservadamente às pessoas mais notáveis, para não me arriscar a correr ou ter corrido em vão. Nem Tito, meu companheiro, que é grego, foi obrigado a circuncidar-se. Nem mesmo por causa dos falsos irmãos, os intrusos que se infiltraram para espionar a liberdade que temos em Jesus Cristo, a fim de nos tornar escravos. Mas para que a verdade do Evangelho continuasse firme entre vocês, em nenhum momento nos submetemos a essas pessoas. No que se refere àqueles mais notáveis - pouco importa o que eles eram então, porque Deus não faz diferenças entre as pessoas - esses mesmos notáveis nada mais me impuseram. Pelo contrário, viram que a mim fora confiada a evangelização dos não circuncidados, assim como a Pedro fora confiada a evangelização dos circuncidados. De fato, aquele que tinha agido em Pedro para o apostolado entre os circuncidados, também tinha agido em mim a favor dos pagãos. Por isso, Tiago, Pedro e João, considerados como colunas, reconheceram a graça que me fora concedida, estenderam a mão a mim e a Barnabé em sinal de comunhão: nós trabalharíamos com os pagãos, e eles com os circuncidados. Eles pediram apenas que nos lembrássemos dos pobres, e isso eu tenho procurado fazer com muito cuidado. Quando Pedro foi a Antioquia, eu o enfrentei em público, porque ele estava claramente errado. De fato, antes de chegarem algumas pessoas da parte de Tiago, ele comia com os pagãos; mas, depois que chegaram, Pedro começou a evitar os pagãos e já não se misturava com eles, pois tinha medo dos circuncidados. Os outros judeus também começaram a fingir com ele, de modo que até Barnabé se deixou levar pela hipocrisia dele. Quando vi que eles não estavam agindo direito, conforme a verdade do Evangelho, eu disse a Pedro, na frente de todos: “Você é judeu, mas está vivendo como os pagãos e não0 como os judeus. Como pode, então, obrigar os pagãos a viverem como judeus?”. Nós somos judeus de nascimento, e não pagãos pecadores. Sabemos, entretanto, que o homem não se torna justo pelas obras da Lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo. Nós também acreditamos em Jesus Cristo, a fim de nos tornarmos justos pela fé em Cristo e não pela observância da Lei, pois com a observância da Lei ninguém se tornará justo. Nós procuramos tornar-nos justos em Cristo; mas também somos pecadores como os outros. Então, será que Cristo estaria a serviço do pecado? Claro que não! De fato, se eu reconstruo o que destruí, eu próprio me torno culpável. Quanto a mim, foi através da Lei que eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Fui morto na cruz com Cristo. Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim. E esta vida que agora vivo, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Portanto, não torno inútil a graça de Deus, porque, se a justiça vem através da Lei, então Cristo morreu em vão. Gálatas insensatos! Quem foi que os enfeitiçou? Vocês que tiveram diante dos próprios olhos uma descrição clara de Jesus Cristo crucificado! Respondam-me somente uma coisa: foi por causa da observância da Lei que vocês receberam o Espírito, ou foi porque vocês ouviram a mensagem da fé? Vocês são tão insensatos a ponto de ter começado com o Espírito e agora terminar na carne? Foi em vão que fizeram tantas experiências? Se é que foi em vão! Aquele que dá a vocês o Espírito e realiza milagres entre vocês, será que ele o faz por causa da observância da Lei, ou é porque vocês ouviram a mensagem da fé?”QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, QUE OUÇA!
A Bem da Verdade Em primeiro lugar, gostaria de agradecer os que me conhecem e me defenderam e acreditam no que faço. Deus os abençoe! Aos que não me conhecem e que, raivosamente me caluniaram, xingaram, ofenderam, julgaram, justamente porque não me conhecem, que Deus os abençoe também. Mas gostaria de esclarecer alguns tópicos importantes:
E finalizando, peço e rogo, chega de tanto rancor, raiva, ódio, palavras injuriosas, maledicências, calunias. Isso não convém ao cristão como sempre nos lembra São Paulo. Vivamos pelo amor e para o amor (1Cor 13,1-13). Lembremo-nos que, como nos diz S. João: “O amor vem de Deus e leva para Deus, pois Deus é Amor”. Não imitem os fariseus, saduceus e doutores da Lei, que por subserviência aos poderes constituídos, entregaram o próprio Jesus. Esforcem-se por quererem-me bem como eu os quero, pois temos um longo caminho pela frente que é o de construir e testemunhar na terra os sinais do Reino de Deus revelado em Jesus Cristo Nosso Salvador. Convido-vos fraternalmente a conhecerem meu trabalho e nossa Paróquia. É casa de pobre, mas de gente de bem, que aprendeu a amar, respeitar e conviver com as diferenças, mesmo que estas, algumas vezes, se tornem absurdas. Não falem em nome de quem não conhecem e mais uma vez, não se escondam. Essa prática não leva a lugar algum e nos expõe ao ridículo. Não traí, não trairei e seguirei o caminho da Doutrina Social de nossa amada Igreja, sempre fiel à opção preferencial pelos pobres reafirmada no último documento do Episcopado Latino-americano em Aparecida. Que nosso Bom Deus nos inspire, nos guarde, nos anime e abençoe a todos, de um modo especial, a vocês que estão tão incomodados e infelizes, Vamos nos preocupar com aquilo que realmente preocupa Deus: NOSSO POVO SOFRIDO E HUMILHADO. Paz e Bem a todos e todas!
De que lado a Igreja está? Recebi um e-mail de um jovem de nossa Pastoral da Juventude indignado com recentes aparições de sacerdotes ligados a ala conservadora da Igreja, aparecendo ao lado de políticos profissionais, não comprometidos com o povo pobre. Ainda durante o 1º turno, víamos constantemente Pe.Marcelo Rossi posando de papagaio de pirata para Geraldo Alkmin. Agora, no 2º turno, além de seu apoio explícito a Kassab, vimos em primeira pagina dos jornais, Pe Rosalvino, da Diocese de S.Miguel posando junto ao candidato, que promete, promete e sabemos que não cumprirá, não porque não queiramos, mas pelo seu passado sombrio na política e por suas declarações de bens incompatíveis com o que tem hoje. A pergunta do jovem era: Por que eles podem e outros padres que apóiam a Marta ou outros candidatos mais comprometidos com a causa popular não podem? A resposta, de minha parte é a seguinte: Não é que a hierarquia nos puna pelo apoio, mas é a reprovação do próprio povo, principalmente daqueles que pensam que são “classe média” tem em relação a tudo o que é novo e inovador. Realmente nossa candidata, e assumo o “nossa”, pelo seu passado de lutas, assusta. Ela é nova, bonita, mulher e do PT. E isso mete medo. Do que? Não sei. Pois todos podem perceber que o Brasil mudou muito depois que nosso presidente assumiu. Nossas condições hoje são outra. O respeito que temos no exterior é outro, enfim, o Brasil é outro. O atual prefeito e candidato Kassab vem prometendo mundos e fundos. Não nos esqueçamos que sempre foi ligado a pessoas suspeitas dentro do mundo político. Diria, verdadeiros criminosos como Paulo Maluf, Celso Pitta, de quem foi seu secretário de planejamento e depois, segundo sua própria conveniência, vice prefeito na chapa de Serra, que sabíamos, não ficaria na prefeitura pois seu anseio era outro. Enfim, quem votou em Kassab para prefeito? Agora ele posa de bom moço. Fazedor de obras, inaugurador de tantas coisas inacabadas. Não nos esqueçamos que ele sucateou os CÉUS, baixou o nível da educação, não olhou para a saúde, inaugurou o cidade limpa. Sim limpa dos pobres, dos moradores de rua. Ainda nesta semana, mais um foi queimado vivo no Tatuapé. E que está sendo feito? Apenas uma notinha no jornal. Ele prometeu que não aumentará a passagem de ônibus no ano que vem. De fato, não aumentará, mas já prometeu a compensação financeira aos donos das empresas, ou seja, é dinheiro público investido em causa própria. Sua declaração de bens para fins eleitorais é um escândalo. Parece até que ele mora e tem propriedades na periferia. Estão bem abaixo do valor real. Enfim, é mentiroso, dissimulado, político de carreira, comprometido com empreiteiros e poderosos. Para o povo! Ora, para o povo, fica a maquiagem e o medo do PT. Quanto ao meu compromisso, continuará sendo com a verdade, a justiça, a construção do mundo novo para os mais empobrecidos, enfim, o compromisso não daquele que fala de Deus, mas daquele ou daquela que mostra Deus. É triste ver o pobre tendo medo e inveja do próprio pobre. Tenho ouvido muito: Voto em qualquer um, menos na Marta. Pergunto: Por que? Não sabem responder! Se me derem uma resposta convincente, eu aceito, mas nunca tem nada a declarar. Simplesmente dizem: não porque não. E isso não é justificativa. Ouço até crianças falarem o mesmo. Claro que são crianças que estudam em escolas particulares, de um modo geral, de religiosos. Não são aqueles que freqüentam a escola pública. Portanto: Dia 26, pensem, reflitam, decidam pelo melhor para o nosso povo. Não melhor para os ricos. Chega de privilégios e venda de votos. Escolha certo. Vote MARTA (13)!
Governar São Paulo ou Derrotar o PT?
Ficou visível para quem quisesse ver e ouvir, que a proposta desses candidatos e agora, do único candidato da direita é derrotar sua oponente, por ser mulher e por ser do PT. Vivemos na maior cidade do Brasil, cheia de verdadeiros problemas, com a saúde e educação a níveis humilhantes para os pobres. Sem segurança, mal cuidada e com políticas que cada vez mais excluem os empobrecidos e o candidato à reeleição preocupado apenas em ganhar o poder, poder este que ganhou por tabela, pois é sua primeira vez como candidato majoritário. É hora de discutirmos programas para a melhoria da cidade e não incentivar uma luta de revanchismos. O Brasil mudou e muito, mas nossa querida São Paulo parece que quer parar no tempo, ou pior ainda, voltar aos tempos em que tudo só era feito para os ricos e poderosos. A cidade está feia, mal cuidada, a política da Cidade Limpa serviu para “higienizar” o centro, retirar das ruas os pobres e mandá-los para bem longe. As escolas municipais estão devendo daquilo que já foram. Os CÉUS estão sucateados. Não temos mais teatros nas periferias. Aquilo que foi propagandeado como novos CÉUS nada mais são que “escolões”, com falta de material e salários defasados. Não somos obrigados a votar na candidata do PT, mas temos que ter consciência daquilo que estamos escolhendo. Não é hora de deixarmo-nos levar mais pelos rótulos. Muitas cidades já deram seus saltos qualitativos e nós, por aqui, andamos dois passos à frente e um atrás. Desde 1990 estamos amargando escolhas erradas. Hora avançamos e depois nos abatemos e perdemos terreno. Não podemos mais votar por simpatias. Não podemos mais pensar apenas em nós mesmos. Somos cristãos e responsáveis uns pelos outros, principalmente pelos mais pobres. Estamos demorando a perceber que se a vida deles melhorarem, a nossa também melhorará, pois somos os mesmos pobres, apenas morando em locais melhores. Mas, por ser um pouco melhor, estamos aprisionados, vítimas do medo e da violência, gerada não pela maldade, mas pela má distribuição de renda, moradia, escolas, hospitais, salários, enfim, tudo aquilo que envolve e desenvolve o ser humano. Outro dia ainda fui obrigado a ouvir um absurdo: Alguém me disse que votaria em qualquer um menos naquela candidata que tem como vice um “comunista”! Em que tempo estamos? O que sabemos de nossa história? Será que nos esquecemos do período da ditadura? Será que nossa consciência ainda é ditada pela mídia? Ou queremos nos abrir e deixar a Palavra de Deus agir em nossas mentes. Realmente, converter o coração é fácil. Difícil parece-me converter a mente. A cabeça é dura e demora para deixar entrar os ventos novos da liberdade. Mas, Deus é bondoso e cheio de compaixão. Ele sabe que, desde os tempos dos profetas, seu povo demorava para aceitar o novo. Não foi diferente com Jesus, e não será agora. Mas a verdade nos libertará. PENSE, COMPARE, REFLITA, MAS NÃO ESQUEÇA NUNCA QUE: Olhemos um pouco para trás, para no presente, consolidarmos o futuro! É claro que após esta minha opinião, dirão que estou defendendo uma candidata ou um partido. Respondo: Não apenas isso, mas estou defendendo aquilo que penso ser o melhor para o nosso povo sofrido. Volto a repetir: o Brasil mudou, e muito, e para melhor. Doa a quem doer. Veja quem tem olhos e ouça quem tem ouvidos. Podemos ter preconceitos (o que não é correto para nós cristãos), mas não podemos e não devemos deixar de constatar que estamos vivendo novos tempos, e, oxalá sejam TEMPOS DE ESPERANÇA!
Vote Certo Está em curso na mídia brasileira a campanha do Vote Certo. Tem sido passado apenas como mais um slogan dos muitos que a mídia nos impõe constantemente. Mas o que é votar certo? Quais são as ferramentas de que dispomos para uma escolha correta, quando todos prometem tudo? De fato, vale aqui mais uma vez a afirmação que não existe político corrupto, mas sim povo corrupto, pois somos nós que escolhemos aqueles e aquelas que irão nos governar. Claro que todos falam no pobre e para o pobre. Interessante notar que nenhum dos candidatos fala em melhorias para os bairros nobres, ricos, abastados. Todos estão em busca das periferias. É lá que está o povão que tanto lhes interessa. O que realmente está em jogo não é apenas uma eficiente administração, mas para quem será destinada essa administração. Será que é para o povo pobre? É aí que entra a nossa escolha. Como deve votar o cristão católico? Primeiro: Dispa-se de pré-conceitos, de benefícios próprios, de favores alcançados, de melhorias para minha classe. Aliás, perceba a que classe econômica pertence. Segundo: Não olhe apenas a aparência, a simpatia, a arrogância, se fez alguma coisa que não gostasse e que o prejudicou individualmente. Terceiro: Analise as propostas nas áreas fundamentais: Educação, Saúde, Moradia, Transporte Público, Lazer, Segurança. Mas são fundamentais as primeiras, pois se morarmos com dignidade, se tiver boa saúde e educação decente, claro, a segurança melhorará, pois ela é fruto da miséria e da necessidade de um povo. Há exceções, mas como o próprio nome diz, são exceções. Vale à pena ressaltar que é interessante para determinados modelos de governo que as drogas existam, pois assim a juventude estará sempre alienada. E aqui vale lembrar que até agora, a maioria dos governantes ou candidatos trata a questão da dependência química ou alcoólica como caso de polícia e não de saúde pública. Quarto: Não vote apenas no candidato, mas veja bem a que partido pertence. Lembre-se sempre que pé de melancia não dá laranja. São muitos os partidos que sempre estiveram no poder e que mudaram constantemente de nome e sigla, assim como muitos de seus candidatos. Algum vem desde a época da ditadura, outros que abrigaram e abrigam ladrões, corruptos, pessoas condenadas pela justiça, enfim, verdadeiros políticos de profissão, não de vocação. Voto consciente é voto partidário, onde eu escolho os candidatos do mesmo partido para dar sustentação a sua governabilidade. Quinto: Vote com convicção. Escolha aquele ou aquela que irá governar para os pobres. Lembre-se sempre que também nós somos pobres. Os ricos são outros. E se os pobres adquirirem melhores condições de vida, nós também sairemos ganhando. Sexto: E, finalizando, lembremo-nos que estaremos votando por nós e por nossos filhos. Somos responsáveis pela geração que aí está sem perspectiva alguma a não ser estudar em escolas mal equipadas, sucateadas. Hospitais públicos onde se entra para morrer e não para ganhar vida, juventude sem opções de lazer, gente morando em situação de animais, trabalhadores engaiolados em trens e ônibus abarrotados e como conseqüência de tudo isso, enjaulados em nossas próprias casas. O cristão deve viver à maneira de Cristo, ou seja, viver pelo outro e para o outro. Como nos diz São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim”.
Quem Sou Sou um ser desprovido, na maioria das vezes de vontade própria, mas com muita determinação quero levar meus dias construindo o bem. Meu bem mais precioso são aqueles com quem mais me embato, mais implico, mais eu brigo. Quantas vezes sou incompreendido, mas querido e sofrido, sou o que sou. Sou PAI. Das vezes mal entendido, das vezes chato, de muitas vezes rígido, frio e sem medida. Por dentro batido, derretido, sentido. Sou Pai. E como Pai, muitas vezes também me identifico, pois um dia fui Filho. E hoje, filho, gostaria de não ganhar presente algum como o dia sugere, mas simplesmente, seu entendimento, pois o melhor para ti eu quero. E se o melhor para ti não é o que espero, eu quero, eu suplico, em vez de festa, apenas um afago, um abraço, talvez um beijo, mas para sempre seu bem querer, pois de Deus, tenho certeza, sua benção eu tenho. E essa benção é VOCÊ, seqüência de tudo que um dia eu sonhei ter e querendo te ter não ouso pensar em te perder, pois perder-te significa para mim perder-me também.
Portanto, filho, neste dia tão singelo, quero fugir do lugar comum de receber presentes e elogios, quero simplesmente dizer-te: FILHO, MUITO TE QUERO.
Dia do Professor / Tempo de Eleição Uma das prioridades de nossas vidas é o de tentar encantar nossas crianças, tão massificadas pela televisão e pela falta de incentivo de pensar, voltar a sonhar novamente, como em velhos tempos. Mas como fazer isso? Tarefa difícil, principalmente se olharmos a realidade de nossas escolas públicas, principalmente as estaduais, que infelizmente, hoje, se transformaram em meros depósitos de crianças e jovens, para quem o sonhar não passa de mera palavra esquecida. Ao professor(a), cabe a ingrata tarefa de gerenciar o impossível, pois com longas jornadas, salários ingratos e vergonhosos, prédios mal cuidados e profissionais cada vez mais desestimulados. Para onde vai nossa educação? E o que entendemos por educação? Educar é o princípio básico de todo ser humano, que é formar e capacitar o cidadão para que, estimulado, tenha capacidade e coragem de sonhar. Mas quantos são os que efetivamente passam por esse processo? Poucos, muito poucos! Talvez apenas aqueles das classes mais abastadas. É o velho ciclo da manutenção do poder se repetindo. A mesma sociedade dividida em classes formando os ricos para gerenciarem o sonho/pesadelo dos pobres. Parece que nada pode mudar. E isso fica cada vez mais angustiante quando, em nossas campanhas políticas, se nivelam os discursos e projetos por baixo. Atualmente, em nossa cidade, temos três tipos de escolas: As particulares, bem aparelhadas, com todos os níveis de capacitação possíveis para uma boa educação, incluindo os mais modernos equipamentos necessários para uma boa formação; as Municipais, tentando seguir os passos possíveis daquelas que buscam dar o melhor de si para seus alunos, e na maioria das vezes, mal compreendidas; e finalmente, as Estaduais, cada vez mais sucateadas. E isso não é mera falácia, basta dar uma olhada em nossos bairros. Não é culpa nem de diretores, nem de professores, menos ainda dos funcionários. É culpa de nossos governantes, que não olham a educação como prioridade na formação do ser humano. Critica-se muito as novas construções municipais, por serem grandes e suntuosas. Mas será que nossas crianças não merecem o melhor? Por que nos contentamos sempre com o que resta do resto sobrado dos ricos? Quem tem filho na escola, experimente dar um texto para ele ler e comentar. Escrever então, é quase impossível. Nossas crianças estão saindo das escolas semi alfabetizadas. Como sonhar, se à elas vai sobrar, talvez no futuro, se conseguir pagar, uma faculdade qualquer, dessas que abrem todos os anos em todos as esquinas. Temos boas Universidades públicas, mas essas não são para nossos filhos! São justamente para aqueles que puderam pagar uma boa escola particular, na maioria das vezes religiosa, que por darem um bom ensino, cobram mensalidades impossíveis para nós, meros mortais. Nossos filhos estão desde já condenados a não sonhar! Não acreditemos mais em falsas promessas eleitorais. Não é só construir mais escolas. É construir boas escolas, não apenas depósitos de crianças. E por boas escolas devemos entender que são aquelas que dão formação integral, onde o aluno tem todas as condições necessárias para aprender, e o nosso querido e necessário professor, tenha salário digno e também condições para exigir um bom aprendizado. É hora de escolher. Não basta dizer gosto desse, não gosto daquele. Tenho que justificar o por que não gosto ou o por que gosto. Mas é importante ressaltar que: antes de gostar desse ou daquele, gosto muito mais, ou seja, amo mesmo nossas crianças, nossos jovens, NOSSOS FILHOS. “A GENTE QUER VALER NOSSO SUOR... A GENTE QUER DO BOM E DO MELHOR”
CURRICULUM VITAE
Nome: Paulo Salim Maluf Resumo cronológico dos meus feitos mais notáveis: Outros feitos notáveis: Disse que "As professoras não são mal remuneradas, são é mal casadas". Gastei 400 MILHÕES DE DÓLARES (de acordo com a própria Petrobrás) com a PAULIPETRO, sem a aprovação ou mesmo fiscalização do Tribunal de Contas e até hoje não prestei contas desse dinheiro. Infelizmente nenhuma gota de petróleo foi encontrada. Este dinheiro foi 8 VEZES MAIOR QUE O ORÇAMENTO PARA SAÚDE DE MEU GOVERNO. Apoiei Collor para presidente. Disse que se Celso Pitta fosse um mau prefeito, que ninguém mais votasse em mim. Considerações Finais:
Manhã geral do Amor “Sei que os tempos são difíceis Thiago de Mello Na certeza de que o Evangelho de Jesus Cristo é o caminho para “essa manhã geral de amor”, é que me uno a tantos companheiros e companheiras, para, ombro a ombro, resistir nessa luta que avança até o fim... |
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