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    A presença dos valores na Família

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Escrito por Padre Dervile   
Sex, 21 de Maio de 2010 18:10

Não bastasse o absurdo em se conceder um premio tão importante a uma pessoa não só insignificante, mas perigosa, pois é o presidente da grande promotora de guerras e atrocidades pelo mundo afora, o presidente Barack Obama e sua fiel escudeira, a tenebrosa secretária de Estado Hillary Clinton, tecem, juntamente com outros poderosos e inoperantes mediadores, comentários contrários a quem teve a ousadia e coragem em promover o encontro para a construção da Paz, dialogando com o Presidente do Irã, juntamente com a Turquia, um acordo para a não proliferação de armas nucleares. A imprensa mundial tentou desacreditar nosso Presidente, esquecendo-se que este homem soube, desde tenra infância a enfrentar desafios ainda maiores e tão comuns das pessoas que nasceram em nosso nordeste e foram acostumadas a enfrentar a pena de morte a céu aberto que executava crianças nordestinas pela fome do dia-a-dia.

Alguém deveria abrir caminhos para o diálogo e ele, mesmo contra todas as potencias e senhores do mundo, saiu em defesa de uma proposta pacífica.

É bem verdade que, para nações produtoras de armamentos bélicos, é mais interessante guerrear do que procurar a paz, pois a guerra produz lucros. Produz perdas? Sim e muitas, mas vidas humanas não contam para esses senhores e senhoras. O que importa é gerar dinheiro e medo!

Em quantos e horrorosos conflitos os EUA estão metidos? Quais são seus reais interesses? Em quais saiu vitorioso? Por que tanto medo? Estas perguntas nos ficam sem respostas, pois ainda seguimos cegamente àqueles que ditam nossos pensamentos.

Embora tenha havido um positivo impacto internacional, o acordo traz ingredientes novos também para o debate político brasileiro, já que o candidato José Serra, manifestou-se de forma negativa à viagem de nosso Presidente ao Irã. Ele, certamente preferiria conversar com os poderosos, afinal, há certa sintonia entre tucanos e falcões.

Queiram ou não, os senhores da guerra deverão se inclinar para o êxito desse acordo costurado por "tão insignificante" personagem para eles. Não reconhecer o valor do Presidente Lula será altamente desgastante, sobretudo para o "Grande Prêmio Nobel da Paz" e os demais dirigentes dos países ricos, que não tem CORAGEM em desafiar a indústria bélica. CORAGEM, que Lula, em sua dialética de retirante, tem demonstrado de sobra.

Chega de títulos inoperantes e oportunos, dados ou comprados por quem assim o desejar, necessitamos urgentemente de verdadeiros CONSTRUTORES DA PAZ, e isso, parece-me, nós o temos.

"Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus" (MT 5,9).